ETFs à vista de bitcoin e ether: como funcionam e quanto custam
Cripto na conta da corretora, sem chaves. O que um ETF à vista guarda, quem oferece, quais as taxas e como o Brasil chegou antes.
MAN TARGET Editors29 de outubro de 2026 3 min de leitura
Durante anos, ter bitcoin significava abrir conta numa corretora de cripto ou cuidar das próprias chaves privadas. Os ETFs à vista mudaram isso. Eles permitem ter exposição ao preço do bitcoin ou do ether pela mesma conta de corretora usada para ações, com extratos, informes fiscais e custódia organizados pela gestora. Não mudam o que o ativo é. Mudam a forma de mantê-lo.
Como funciona um ETF à vista
- O fundo compra as moedas. Um ETF à vista guarda bitcoin ou ether de verdade, sob um custodiante regulado, e não contratos futuros.
- As cotas seguem o preço. Grandes formadores de mercado criam e resgatam cotas para que o preço fique próximo do valor das moedas. Desde julho de 2025 a SEC permite que isso seja feito em espécie, com moedas em vez de dinheiro.
- Você paga uma taxa anual. A taxa de administração é descontada todos os dias do patrimônio do fundo, sem boleto.
- Vale o horário do pregão. O ETF só negocia com a bolsa aberta, enquanto a cripto negocia 24 horas por dia.
O ETF tira o trabalho das chaves, não a volatilidade do ativo que está dentro.
Quem oferece e quanto custa
A SEC dos EUA aprovou onze ETFs à vista de bitcoin em 10 de janeiro de 2024 e liberou os de ether em 23 de maio de 2024; os fundos de ether começaram a ser negociados em 23 de julho de 2024. Entre as gestoras estão BlackRock (IBIT), Fidelity (FBTC), Bitwise (BITB), ARK e 21Shares (ARKB) e Grayscale. As taxas divulgadas dos fundos de bitcoin vão de 0,15% no Grayscale Bitcoin Mini Trust a 0,25% no IBIT e no FBTC, e 1,50% no antigo Grayscale Bitcoin Trust (GBTC). Em setembro de 2025 a SEC aprovou padrões genéricos que permitem às bolsas listar ETPs de cripto qualificados sem mudança de regra específica.
O Brasil chegou antes
- O HASH11, da Hashdex, estreou na B3 em abril de 2021 como o primeiro ETF de cripto do Brasil, seguindo o Nasdaq Crypto Index.
- Entre as opções só de bitcoin estão o QBTC11, da QR Asset, e o BITH11, da Hashdex; em ether, o QETH11 e o ETHE11.
- Em 2025 a Hashdex listou na B3 o XRPH11, apontado como o primeiro ETF à vista de XRP do mundo.
- Os ETFs brasileiros são negociados em reais por qualquer corretora local, e o câmbio acrescenta uma segunda camada de risco.
Nota de risco: este conteúdo é informação geral, não recomendação de investimento nem indicação de qualquer fundo. As taxas mudam, então leia o prospecto mais recente de cada fundo. Um ETF de cripto pode cair tanto quanto as moedas que detém e não tem cobertura do FGC. Fale com um profissional habilitado antes de investir.
Principais pontos
- Um ETF à vista guarda as moedas reais com um custodiante e é negociado como uma ação.
- A SEC aprovou ETFs à vista de bitcoin em janeiro de 2024 e de ether em maio de 2024.
- As taxas divulgadas vão de cerca de 0,15% a 1,50% ao ano; confira o prospecto.
- O Brasil listou seu primeiro ETF de cripto, o HASH11, na B3 em abril de 2021.
FAQ
Qual a diferença entre ETF de bitcoin à vista e de futuros?
O ETF à vista guarda bitcoin de verdade com um custodiante. O de futuros guarda contratos futuros, o que pode afastar seu retorno do preço da moeda ao longo do tempo.
Quando os ETFs à vista de bitcoin e ether foram aprovados nos EUA?
A SEC aprovou os de bitcoin em 10 de janeiro de 2024 e os de ether em 23 de maio de 2024; os de ether começaram a ser negociados em 23 de julho de 2024.
Existem ETFs de cripto no Brasil?
Sim. Vários são negociados na B3, a começar pelo HASH11, da Hashdex, em abril de 2021, além de fundos de bitcoin, ether e XRP.
Acompanhe os produtos e regras que importam. Entre na lista de espera do Man Target Intelligence.
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